segunda-feira, 26 de março de 2012

Tese é reconhecida internacionalmente


A tese da aluna de Doutorado, na UFV, Letícia Ribeiro Paiva, orientada pelo Prof. Marcelo Lobato Martins e co-orientada pelo professor Silvio da Costa Ferreira Jr., foi reconhecida internacionalmente no dia 21 de fevereiro através da sua publicação do Virtual Journal of Nanoscale Science & Technology, que publica os melhores artigos em nanociência e nanotecnologia.
 A tese apresenta um modelo de multiescala que analisa o crescimento do tumor e a sua quimioterapia usando nanopartículas.



Entrevista com o Prof. Giovanni Mambrini

Entrevista, do grupo de nanotecnologia da turma 2D, com o Prof. Giovanni Mambrini, Doutor em físico-quimica pela UFSCar.



Colunano : Como você definiria nanotecnologia para uma pessoa leiga?
Professor Mambrini: Para uma pessoa leiga, vamos pensar que nanotecnologia é uma tecnologia que envolve algo numa escala muito, muito pequena, menor do que pessoas leigas, geralmente, conseguem imaginar. Acho que a melhor maneira de imaginar isso é pensar num fio de cabelo, que é algo do dia-a-dia e você divide um fio de cabelo por mil partes iguais. Essa é a escala de tamanho que a gente começa a trabalhar em nanotecnologia. Essa seria a maior dimensão que a gente trabalha.

Colunano: Quando e por que você se interessou por nanotecnologia?
Professor Mambrini: Me interessei por nanotecnologia quando eu tinha uns 20 anos de idade, estava fazendo o curso de Química na UFSCar, em São Paulo, e tive contato com um professor que estava começando a trabalhar com isso. E conversando com ele, vi todas as possibilidades, que essa área, que ia começar a época a 10, 12 anos atrás, e me interessei pelo contato com esse professor.

Colunano: Quais pesquisas sobre nanotecnologia a UFV desenvolve?
Professor Mambrini: A UFV está entrando agora nessa área. Essa área é relativamente muito nova com a construção do novo departamento de Química, as pesquisas nessa área vão ter mais potencial para crescer.

Colunano: Quais pesquisas sobre o assunto você já fez?
Professor Mambrini: Eu atuo, principalmente, pesquisando métodos químicos para sintetizar nano partículas. Ainda não é perfeitamente controlado, você sintetizar um material que requer partículas de um tamanho muito controlado, e quando digo controlado, você sintetizar partículas de 4, 5, 6 nanômetros, e todas as partículas desse mesmo tamanho. Então, minha pesquisa busca viabilizar métodos químicos que possibilitem esse tipo de material final.

Colunano:  Tem algum produto já desenvolvido com a pesquisa?
Professor Mambrini: Não, por ora, estamos engatinhando ainda. Não temos nada ainda no mercado.

Colunano:  Há alguma estimativa de quanto as pesquisas podem avançar nos próximos anos?
Professor Mambrini: Olha, é difícil falar. Muitas revistas por ai dizem que as pesquisas de nanotecnologia vão crescer em todas as áreas do conhecimento humano. Mas é difícil fazer uma estimativa de quanto dinheiro isso vai gerar, algumas pessoas falam em casa de bilhões de dólares por ano. Só para você ter uma ideia, há doze anos nós tínhamos duas revistas especializadas em nanotecnologia, e hoje, nós já temos por volta de umas 15, de circulação semanal. Então, a quantidade de trabalhos que está sendo gerada nessa área, quantidade de dinheiro investida é muito grande. Então a gente pode prever um futuro com bastante nanotecnologia envolvida. Inclusive nesse celular, que a gente está gravando essa conversa, provavelmente nos temos já bastante coisa dessa área.

Colunano: Quais são as principais vantagens da nanotecnologia?
Professor Mambrini: É difícil citar as principais vantagens, se você for pensar em termos de eletrônica, podemos esperar equipamentos cada vez menores, mais leves, e com maior capacidade de processamento e armazenamento de dados.  Há trinta anos, era impossível pensar em um processador como o que nós temos hoje. Com tamanha capacidade de processamento e com tamanho tão pequeno, e no futuro deve ser ainda melhor.  Então, acho que principalmente na área de eletrônica, mas na área de saúde, já começa também, alguns trabalhos envolvendo nanotecnologia, em remédios e farmacologia, então acho que essas são as duas principais áreas que a gente pode observar grandes avanços.

Colunano: Tem mais alguma coisa que você queira falar sobre o assunto?
Professor Mambrini: Na verdade, eu acho que é uma área fascinante, mas ainda estamos engatinhando e deixo aqui o recado pra quem ler esse blog: Que é uma área fascinante, e acho que para todo mundo que tem interesse em ciências exatas é uma área que vocês devem investir.

sábado, 24 de março de 2012

Com a palavra, Sir Harold Kroto




Entrevista do Sir Harold Kroto concedida durante o CLINAM (Fundação europeia de nanomedicina clínica) 2011

Pergunta 1
Quem é você e o que você faz?
Meu nome é Harold Kroto. Sou professor de química na Universidade Estadual da Flórida. Passei 37 anos no Reino Unido, Universidade de Sussex. Eu estou aqui para esta conferência sobre nanomedicina, dando uma palestra, uma apresentação. Eu planejei numa apresentação sobre duas coisas. Uma delas é a minha perspectiva sobre nanociência e nanotecnologia, que são assuntos amplos e também em programas educacionais sobre a educação global.
Pergunta 2
Para você, o que é nanomedicina?
 Primeiramente, a nanociência não é o que eu entendo como sendo nanociência. Para mim ela é (e eu diferençio a partir de nanotecnologia) o aspecto fundamental da mesma. A nanotecnologia é a aplicação, uma área estrita da nanociência. Para mim, a essa estaria basicamente em pequenos sistemas que estudamos sobre a química básica século XX. Passamos duzentos anos em desenvolvimento de nosso estudo da química, sintaxes e criando moléculas complexas e a próxima fase para mim, nanociência, nanoquímica se quiser, seria a criação de moléculas mais complexas com função, “coisas” que podem fazer algo. A maioria das moléculas e drogas que têm, no momento presente tem síntese muito complexa e difícil para sintetizar muitos deles. Na verdade, elas são relativamente simples quando comparadas com estruturas como a hemoglobina, que é uma proteína com função na máquina molecular, síntese de ATP. Assim, a minha perspectiva sobre isso não é ser um especialista ou mestre, aliás, é que talvez nos próximos 20, 30, 50 anos começaremos a desenvolver moléculas complexas, máquinas moleculares que têm a capacidade necessária para combater o inimigo que é vírus e estes casos da natureza que são sistemas complexos muito especializados. E eu acho que é muito emocionante pensar sobre esta mudança de paradoxos e coisas que podemos fazer no futuro. Mas nanociência em si não é bem compreendida. É basicamente, eu acho que de muitas maneiras ele é dissimulado, como é a química não é nova. É apenas uma nova perspectiva sobre a aplicação da tecnologia em mesmas palavras. Eu acho que se nós olhamos muito em tecnologia de hoje em computadores, lasers, tecnologias como essas de cima para baixo, e fazer algo que chamamos de destruição do que queremos, devemos ser capazes de fazer no sentido oposto. E a química sintetizada com a arquitetura, que seria arquitetura atômica e molecular, e isso é uma perspectiva muito excitante, enormes avanços precisam ser feitos para fazer o que sabemos é visível ou se sabemos. Depende de conseguirmos um grupo de crianças e jovens para estarem envolvidos com esses assuntos.



Turma 2 A 

Entrevista com o Prof. Robson Ricardo Teixeira



Imagem ilustrando oito alótropos de carbono, entre eles, o fulereno buckminster (d)  
Com o propósito de dar margem à opinião dos que compareceram às palestras, entrevistamos o Prof. Robson Ricardo Teixeira. Se você também já assistiu a alguma palestra do Nobel Harold Kroto ou trabalha/se interessa pelo ramo da nanotecnologia, deixe um comentário construtivo e ajude-nos a conhecer diferentes pontos de vista sobre o tema.


Como lhe pareceu a palestra?
O prof. Harold Kroto me pareceu bastante honesto, franco, sendo interessante citar a resposta de Kroto ao questionamento sobre qual seria a utilidade do fulereno buckminster. Ele suscintamente respondeu que a utilidade prática do alótropo que lhe trouxe o Nobel ainda não existia de fato. Uma consideração relevante pode ser feita a partir da força com que Kroto teve e tem com os jovens, adolescentes em especial. Isso é essencial, reconhecendo que figuras influentes no ramo das ciências como Harold, sempre são um exemplo para as novas gerações, em daqueles que quem sabe tornar-se-ão pesquisadores e cientistas bem sucedidos.  

E a respeito da nanotecnologia, a palestra ministrada pelo prof. Kroto lhe trouxe uma nova visão acerca do assunto? Aliás, o que lhe vem em mente quando o tema é nanotecnologia?
Nas duas palestras que assisti Kroto esclareceu que futuramente poderia haver uma forma de  explorar o fulereno a nível industrial, assim como aproveita-se os nanotubos de carbono atualmente. Minha opinião é que ele se priorizou tópicos do tema da segunda palestra e a divulgação da Fundação Veja na Inglaterra. Sobre a nanotecnologia, mesmo não sendo o ramo com o qual trabalho, reconheço que esse é um campo que se encontra amplo. Inclusive poso citar que um artigo da revista Química Nova, publicado em 2008, poderia ter alguma relação com o qual atuo, no desenvolvimento de novos agroquímicos .

 Turma 2 A

Professor Harold Kroto na UFV




A partir de uma iniciativa do Departamento de Química, a UFV orgulhosamente recepcionou o Prof. Harold Kroto como parte da política de política de interagir com pesquisadores renomados do Brasil e do exterior, além de fazer parte das atividades comemorativas do Ano Internacional da Química. Harry, cuja carreira foi marcada por descobertas desde a molécula cianoacetileno até o complexo C60, com indiscutível franqueza, deixou perplexo quem assistiu às duas palestras do dia 23 de novembro de 2011. A primeira palestra foi realizada no final da manhã, no auditório do Departamento de Engenharia Florestal. Ele discorreu sobre “Carbon in Nano and Outer Space”, tendo como público estudantes e pesquisadores de Universidades e demais interessados. À tarde, o professor Harry Kroto falou para numeroso grupo de secundaristas, especialmente estudantes do Colégio de Aplicação (Coluni), que lotaram o Espaço Acadêmico-Cultural Fernando Sabino. O tema da palestra foi "Science and Society in The 21st Century”. Nas duas ocasiões, demonstrou grande poder de comunicação, fazendo-se compreender pelo público, superando facilmente a barreira da língua. De forma muito criativa, soube conciliar a ciência com as diversas atividades do cotidiano das pessoas, sempre dando ênfase à participação dos jovens em todas elas.

O cientista, acompanhado da esposa, Margareth Kroto, foi recebido na UFV pela reitora, professora Nilda de Fátima Ferreira Soares. Participaram do encontro, na Reitoria, o professor Luiz Cláudio de Almeida Barbosa, responsável pela visita; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, professor Eduardo Gomide Seiti Mizubuti; o diretor do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas, professor Carlos de Castro

Goulart; a diretora do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, professora Maria Goreti de Almeida Oliveira; o chefe do Departamento de Química, professor Antônio Jacinto Demuner; o diretor de Relações Internacionais e Interinstitucionais, Vladimir Oliveira Di Iorio; e o diretor de Extensão da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, professor Ney Sussumu Sakiyama. 


















De Krotoschiner a Kroto



Sir Harold W. Kroto



Nascimento: 7 de outubro de 1939, Wisbech, Reino Unido

Filiação no momento da concessão: Universidade de Sussex, Brighton, Reino Unido

 Motivo do prêmio: “por sua descoberta dos fulerenos”

 Campo: química orgânica, química estrutural



Autobiografia (adaptada):

Quando o menino Krotoschiner percorria o caminho para escola observando através das janelas das fábricas de St. Arkwright, talvez ainda não imaginasse a carreira bem sucedida que lhe aguardava. Filho de pai judeu e mãe alemã, fazia o possível para se adaptar a Bolton, cidade do decadente norte inglês, orgulhosa por outrora ter contribuído com a Revolução Industrial. Após o pai ter sido expulso da Alemanha, efeito da eclosão da Segunda Guerra Mundial, esse teve que trabalhar como engenheiro aprendiz e ferramenteiro qualificado em uma empresa de engenharia. Logo, com a ajuda de amigos ingleses e alemães de antes da Guerra, o pai de Kroto montou sua própria fábrica de fabricação de balões em 1955. De acordo com o próprio Kroto, trabalhar desde a mistura de tinta látex a reparação de máquinas incluindo a substituição de trabalhadores na linha de produção foi um campo de treinamento excepcional para o desenvolvimento das habilidades necessárias a um cientista de pesquisa. A situação financeira da família não estava muito positiva, mas mesmo assim Kroto foi matriculado em uma escola excepcional de Bolton. Ao entrar na faculdade por volta da década de 60, Harry, como gosta de ser chamado, dividiu seu tempo entre sua paixão doentia por química, alguns acordes na guitarra e até mesmo com a presidência do Conselho de Atletismo. Casou-se, fez um doutoramento em Espectroscopia de radicais livres produzidos por fotólise e aceitou uma oferta atraente de emprego no Conselho Nacional de Pesquisa em Ottawa, como uma sugestão de Richard Dixon. Em 1974, trabalhando com o próprio espectrômetro em Sussex, Kroto iniciou os estudos da molécula HC5N, diretamente ligados com sua futura descoberta do C60 em 1985. Kroto afirma de nunca desejou ganhar o Nobel, que graças a essa descoberta, chegou em suas mãos em 1996. Como conclusão, ressalta: “Depois de ter escolhido algo vale a pena fazer, nunca desista e tente não deixar ninguém para baixo.”

Fonte: http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/chemistry/laureates/1996/kroto.html


 Turma 2 A 

terça-feira, 20 de março de 2012

Graduação em Nanotecnologia

Você conhece o curso de Nanotecnologia?
A graduação em Nanotecnologia é oferecida pela UFRJ, e disponibilizamos aqui as perguntas frequentes sobre o tópico. Aproveitem, essa é a grande chance!
(Retirado do site:http://www.nano.ufrj.br/graduacao_perguntas.html)




GRADUAÇÃO EM NANOTECNOLOGIA: Perguntas Frequentes

1- Qual a duração do curso de Nanotecnologia? É um curso de nível superior ou técnico?

O curso de Nanotecnologia é um curso de nível superior, com duração recomendada de 4 anos.

2- Unidade (isto é, Instituto, Faculdade, ou Escola) da UFRJ é responsável pelo curso? Quem concede o diploma?

O curso de Nanotecnologia é uma iniciativa conjunta de 4 unidades: Instituto de Física, Escola Politécnica, Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho e Instituto de Macromoléculas Professora Eloísa Mano. O curso é de responsabilidade conjunta destas 4 unidades e é administrado por uma Comissão de Coordenação composta por professores destas Unidades. O diploma de Bacharel em Nanotecnologia é concedido pelo Reitor da UFRJ.

3- Qual é o objetivo do curso?

O objetivo do curso é formar profissionais com uma base sólida em Física, Matemática, Química e Biologia e com conhecimentos específicos em Nanotecnologia em 3 opções de Ênfase: Física, Materiais e Bionanotecnologia.

4- Este curso é reconhecido pelo MEC?

O processo de reconhecimento de cursos de graduação pelo MEC está descrito em detalhes no seguinte site do INEP: http://www.inep.gov.br/superior/condicoesdeensino.
O curso de Nanotecnologia da UFRJ já tem autorização do MEC para funcionar. No entanto, pelas regras do MEC, o reconhecimento só poderá ser solicitado pela instituição depois que a primeira turma do curso terminar a primeira metade do curso, ou seja, ao final de 2011.

5- Um profissional não pode atuar em Nanotecnologia tendo uma formação em um curso “tradicional”, como por exemplo: Física, Biofísica, Engenharia de Materiais, etc.?

Obviamente, é perfeitamente possível que um físico, biofísico ou engenheiro atue em Nanotecnologia, mas acreditamos que o Bacharel em Nanotecnologia, devido precisamente à sua formação multidisciplinar, poderá atuar com mais facilidade em áreas interdisciplinares, bastante comuns em Nanotecnologia, e poderá circular com mais desenvoltura entre as diferentes áreas ao longo de sua carreira. Neste sentido, entendemos que ele terá uma formação diferenciada.

6- Existem cursos de graduação em Nanotecnologia em outras universidades?

Apesar de nossa proposta ser pioneira no Brasil, há um número crescente de cursos de Nanociência/Nanotecnologia no mundo. Uma amostra destes cursos pode ser vista no sítio http://en.wikipedia.org/wiki/Nanotechnology_education.

7- Qual o mercado de trabalho para o Bacharel em Nanotecnologia?

Estima-se que, até 2015, os bens e serviços de base nanotecnológica deverão ultrapassar 1 trilhão de dólares anuais, em quase todos os setores produtivos conhecidos atualmente. Em particular nas indústrias de semicondutores, metalúrgica e de materiais, química, farmacêutica, biotecnológica, de cosméticos, e muitas outras. O Brasil deve seguir a mesma tendência, e há um número crescente de empresas atuando no país com interesse em nanotecnologia.

8- Qual o salário inicial do Bacharel em Nanotecnologia?

Esta é uma pergunta difícil de ser respondida, por vários motivos. As estimativas de salário médio inicial das diversas profissões são feitas de maneira estatística, através de consultas entre os profissionais das mais diversas áreas. Como o curso de Nanotecnologia começou na UFRJ apenas em 2010, só teremos uma boa resposta para esta pergunta (com um grau razoável de confiança estatística) por volta do ano 2020... No entanto, podemos antever alguns cenários. Se o Bacharel em Nanotecnologia optar por seguir seus estudos na pós-graduação, seu salário inicial terá tipicamente o valor de uma bolsa de Mestrado ou Doutorado do CNPq ou CAPES. Se optar por trabalhar em pesquisa e desenvolvimento nas indústrias, seu salário pode depender bastante de sua área específica e de sua função, mas é razoável supor que, inicialmente, não seja muito diferente do salário de profissionais que executam funções semelhantes (como físicos, químicos, biológos ou engenheiros de materiais).

9- Ao término do curso, é possível cursar uma pós-graduação em Nanotecnologia ou em alguma área afim?

Apesar de não existir ainda um curso de pós-graduação em nanociência ou nanotecnologia na UFRJ, existe pesquisa e, consequentemente, pós-graduação nesta área na UFRJ. Ela é realizada pelos diversos grupos de pesquisa que atuam na área e que orientam estudantes, em diversas Unidades. O conhecimento adquirido pelo estudante no curso de graduação em Nanotecnologia será suficientemente profundo para que ele possa, se assim desejar, ingressar em uma dessas três grandes áreas de pós-graduação e pesquisa da nanotecnologia: Física, Materiais ou Bionanotecnologia.

10- Quantas vagas serão oferecidas para o curso em 2012?

Em 2012, serão oferecidas 30 vagas para o campus do Fundão e 20 vagas para o novo campus de Xerém da UFRJ. Inicialmente, as disciplinas específicas da Ênfase em Materiais serão oferecidas apenas no Fundão. Já as disciplinas do Núcleo Comum e das Ênfases em Física e Bionanotecnologia serão oferecidas em ambos os campi.
Para efeito das provas do vestibular, em qual Grupo o curso de Nanotecnologia se insere?
As provas do Concurso de Acesso (vestibular) serão aquelas do Grupo 2, ou seja, com peso maior para as ciências exatas.

11- O que são as disciplinas de Introdução à Pesquisa em Nanotecnologia?

Para se formar, alem do conjunto de disciplinas obrigatórias e eletivas, cada estudante deverá cursar 4 requisitos curriculares complementares (RCC) de Introdução à Pesquisa em Nanotecnologia (IPN), com um total de 16 créditos. Em cada uma destas atividades, que formam uma parte importante do curso, o estudante deverá realizar um estágio de iniciação científica em um dos laboratórios ou grupos de pesquisa consorciados ao curso. Em cada um dos estágios, deverá aprender os fundamentos teóricos e os aspectos práticos das respectivas técnicas. Os quatro semestres de IPN deverão ser cursados em grupos diferentes e também deverá ser garantida a rotatividade entre as áreas (um estágio em cada uma das áreas: Física, Química, Materiais e Bionanotecnologia).

12- Se eu ingressar no curso de Nanotecnologia e depois mudar de ideia quanto à escolha da minha carreira, eu posso mudar de curso sem ter que fazer um novo vestibular?

Sim, isso é possível, e não apenas para o curso de Nanotecnologia, mas para qualquer curso da UFRJ. É um procedimento chamado de “Mudança de Curso” e ocorre a cada semestre. No entanto, é preciso verificar na Unidade que administra o curso de destino quais são os procedimentos e se há disponibilidade de vagas. No caso específico do curso de Nanotecnologia, como há uma grande superposição curricular, nos dois primeiros anos, entre este curso e os cursos de Física, Engenharia de Materiais e Biofísica, a Mudança de Curso poderia ser feita sem grandes prejuízos do ponto de vista curricular, se houver vagas.

13- É possível cursar Nanotecnologia e depois conseguir um segundo diploma em um curso afim, sem ter que fazer outro vestibular?

Sim, isto é possível. Trata-se de um procedimento chamado “Isenção de Vestibular”. No caso do curso de Nanotecnologia, esta também é uma opção interessante, devido à superposição do curso com os cursos de Física, Engenharia de Materiais e Biofísica. Por exemplo, um estudante que concluísse o curso de Nanotecnologia com Ênfase em Física poderia, com mais 1 ano de estudos, obter também o diploma de Físico. De forma semelhante, um estudante que concluísse o curso de Nanotecnologia com Ênfase em Materiais poderia ser também Engenheiro de Materiais com apenas mais 2 anos de estudo (lembrando que o curso regular de Engenharia dura 5 anos). No caso da Ênfase em Biotecnologia, o egresso necessitaria também de mais 2 anos para concluir o curso de Biofísica.