segunda-feira, 15 de abril de 2013

[Ásia] Nanotecnologia usada para impressões em espaços minúsculos


São incríveis e curiosos os avanços que a Nanotecnologia é capaz de trazer. Em Singapura, um grupo de cientistas conseguiu “encolher” a página de uma edição da revista playboy até o tamanho de um fio de cabelo, através de um novo método de impressão em cores.
Os cientistas explicam que a nova técnica consegue imprimir imagens coloridas de até 10 mil pontos por cada 2,5 centímetros e que pode ser usada para fazer marcas d’água e mensagens secretas para fins de segurança.
Ao invés de usarem tintas normais e a impressão convencional, os cientistas produziram as cores com nanopartículas de prata e ouro ‘incrustadas’ numa superfície de silicone. Antes de ser banhada em metal, a imagem foi ‘desenhada’ em silicone por meio de um aparelho para fabricação de circuitos integrados em escala manométrica. Depois desse processo, o pedaço de silicone é banhado numa camada de metal. O depósito do metal dentro dos pontos criou ‘nanodiscos’ metálicos dentro da figura.
A luz reflecte em cada um dos nanodiscos numa frequência distinta, criando diferentes cores. Por causa do tamanho e da necessidade da luz, a imagem colorida só consegue ser vista ao microscópio.

Fonte: 
http://www.nature.com/nnano/index.html

domingo, 14 de abril de 2013

Nanotecnologia no Brasil


                A nanotecnologia é o estudo sobre a matéria numa escala muito pequena, em níveis atômicos. Usualmente, essa área da ciência tem objetos de estudo com medidas que variam de 1 a 100 nanômetros. É um ramo promissor onde o Brasil tem investido bastante, inclusive formando parcerias com outros países. O desenvolvimento desse tipo de tecnologia esta associado a diversas outras áreas como a medicina, a biologia, a eletrônica e a formação de novos materiais.



                Certamente, qualquer avanço tecnológico traz muitos benefícios à sociedade e assim sendo, o governo brasileiro tem tomado diversas iniciativas para não ficar pra trás nesse ramo tão promissor. Recentemente, por exemplo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) divulgou que pretende investir 110 milhões no setor, estimulando o seu desenvolvimento.



                Ainda com o mesmo intuito, o Brasil tem selado acordos com países que também investem nesse tipo de tecnologia.  Já temos acordos com a China, Índia e Portugal voltados para pesquisa e extensão. Internamente, a portaria do MCTI anunciou a criação do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNano). Esse plano de desenvolvimento da nanotecnologia está ligado ao Plano Brasil Maior, criado pelo governo federal para aumentar o peso da atividade industrial no Produto Interno Bruto, além do que essa tecnologia fornece soluções a diversas questões que vão desde a medicina até a moda.



                Um exemplo dessas inúmeras aplicações é a pesquisa que está sendo desenvolvida no Laboratório de Hematologia e Células-Tronco, da Faculdade de Farmácia, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que associa uma técnica da nanotecnologia (as nanofibras) com o cultivo de células-tronco. O que permite regenerar tecidos de vários tipos: osso, pele, cartilagem, nervos e artérias.

Patricia Pranke, pesquisadora que realiza trabalhos na UFRGS sobre aplicação de nanotecnologia em células-tronco.

                Outra pesquisa brasileira na área de nanotecnologia, mais precisamente no ramo de nanobiotecnologia, vem sendo realizado pela Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa). Os estudos promovidos pela instituição envolvem a utilização de sensores capazes de combater bactérias, detectar agrotóxicos e inspecionar a qualidade de frutos. Segundo o pesquisador Luciano Paulino da Silva, a nanobiotecnologia é promissora na Embrapa: “As perspectivas são de que cada vez mais a nanobiotecnologia possa contribuir com avanços na agricultura de modo a propiciar agregação de valor econômico, social e ambiental a produtos e processos”. 


Texto elaborado  pela 2ª série C

Fontes de Consulta: 



Obama lança iniciativa de mapeamento do cérebro com base na nanotecnologia

O presidente Barack Obama anunciou nesta terça-feira um projeto de 100 milhões de dólares para mapear os mistérios do cérebro humano, tendo por objetivo buscar a cura para doenças como o mal de Alzheimer.
'O projeto sobre o cérebro dará aos cientistas as ferramentas necessárias para obter uma imagem do cérebro em ação e permitirá ao menos compreender como pensamos, aprendemos ou memorizamos', declarou o presidente na Casa Branca, destacando que o cérebro 'ainda é um enorme mistério que resta elucidar'.
O novo projeto, denominado BRAIN (Brain Research through Advancing Innovative Neurotechnologies, ou cérebro em inglês), deve acelerar o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias que permitiriam produzir imagens das interações entre as células cerebrais e a complexidade de circuitos neurais na velocidade do pensamento, explicou a Casa Branca.
Estas tecnologias abririam novas possibilidades para explorar a forma como o cérebro memoriza, processa, armazena e recupera enormes quantidades de informação, oferecendo um novo panorama sobre os vínculos complexos entre as funções cerebrais e o comportamento humano.
Apesar dos avanços para desvendar o funcionamento do cérebro, ainda se desconhecem muitas coisas sobre este órgão de 1,3 quilo em média, dotado de 100 bilhões de neurônios, que produzem bilhões de conexões em forma de sinais elétricos ou químicos.
Especialistas em nanotecnologia e neurologistas pensam que as tecnologias agora são capazes de fornecer uma visão mais completa do cérebro.
Em um estudo publicado em 2012 na revista Neuron, vários cientistas propunham mapear o cérebro usando dispositivos do tamanho de uma molécula, capazes de registrar e medir as atividades cerebrais em nível celular.

sábado, 13 de abril de 2013

5 Curiosidades sobre Nanotecnologia

1) A Nanotecnologia é mais antiga do que a gente pensa:
Antes de mais nada, o que você precisa saber sobre nanotecnologia é que ela não passou a existir nos anos 80, quando foi nomeada. Já na Idade Média, os artistas se utilizavam de uma forma de nanotecnologia ao criar uma mistura de cloreto de ouro em vidro derretido.
O resultado era um vidro com pequenas esferas douradas em seu conteúdo, que absorviam e refletiam a luz do Sol de forma a produzir um vermelho rubi mais vivo, que se destacava em obras de arte. Portanto, saiba que os primeiros nanotecnólogos o eram antes mesmo de saber do que se tratava esta nova forma de lidar com tamanhos diminutos.
Claro, a manipulação na escala que atualmente conhecemos não é tão antiga assim. Apenas em 1989, o engenheiro da IBM Don Eigler conseguiu, com a ajuda de microscópio em escala atômica, mover e controlar um único átomo. Atualmente, os pesquisadores da Universidade de Princeton são capazes de controlar um único elétron (sim, você leu direito, um mísero e nano elétron).

2)Tamanho é documento:

No caso da nanotecnologia, tamanho faz toda a diferença. A proporção diminuta de certos materiais faz com que propriedades como cor, transparência e pontos de derretimento sejam diferentes de porções maiores da mesma substância.
Pense nas telas que cada vez mais se utilizam da nanotecnologia: são finas e ainda deixam a imagem melhor do que aquelas equipadas com LED ou Plasma. Não, elas não são microscópicas, apenas mais finas do que as demais, por usar materiais que ocupam menos espaço, as benditas nanopartículas.


3) O corpo não é páreo para as nanopartículas:
Além da possibilidade de serem acumuladas no corpo, as nanopartículas, por causa do seu tamanho diminuto, também não respeitam as barreiras do corpo. Pesquisas indicam que elas podem passear pelo sangue, penetrar em células e até mesmo passear pelo seu cérebro, provocando danos – isso é de dar medo – não apenas cerebrais, mas em outros órgãos vitais.


4) Se o corpo não é páreo, as doenças também não são:
Porém, como essas minúsculas matérias passeiam pelo nosso corpo, elas também podem nos ajudar em termos de saúde. Pesquisadores da Universidade de San Diego criaram nanopartículas fluorescentes que brilham dentro do seu corpo, facilitando a visualização de tumores ou danos a órgãos vitais.
Já os pesquisadores de Yale criaram nanosferas plásticas que envolvem os antígenos e podem ajudar a melhorar a eficiência de vacinas contra tumores cancerígenos. O invólucro ajuda a proteger a proteína citocina, que ajuda o corpo a produzir mais dos grandes e belos anticorpos necessários para combater doenças e infecções.

5) Nanopartículas podem fazer parte do seu cérebro:

Na mesma linha de estudo para a ajuda na medicina, pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia usam os nanotubos para criar neurônios sintéticos. A ideia é conseguir transformar os nanotubos em redes funcionais, que facilitariam os implantes cerebrais
.



Fonte:

http://www.tecmundo.com.br/nanotecnologia/6540-11-fatos-curiosos-e-assustadores-sobre-nanotecnologia.htm




Curiosidade - Documentário Discovery Channel: Viagem Fantástica pelo Corpo Humano





Documentário exibido pela Discovery Channel do Brasil em 2008, nos mostra os futuros avanços na Medicina, onde será possível se prevenir doenças futuras utilizando recurso Biotecnológicos.

Pesquisadores da UFV são premiados em congresso internacional - O trabalho envolveu nanotecnologia aplicada ao processo de produção de papel.


Utilização de polieletrólito em associação com nanocristais de celulose como alternativa para melhorar a resistência do papel é o título do trabalho ganhador de prêmio no 45º Congresso Internacional de Celulose e Papel da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP) e VII Congresso Ibero-Americano de Pesquisa de Celulose e Papel (CIADICYP/2012).
Os autores do trabalho são: a professora Deusanilde de Jesus Silva e o técnico Abelardo Barreto de Mendonça Neto, do curso de Engenharia Química, do Departamento de Química da UFV; o professor Rubens Chaves de Oliveira e a doutoranda Juliana Cristina da Silva, do curso de Engenharia Florestal da UFV, além do professor José Mauro de Almeida, do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
O trabalho envolveu nanotecnologia aplicada ao processo de produção de papel, para a melhoria de suas propriedades de resistência. Foram produzidos nanocristais de celulose adsorvidos sobre as fibras de eucalipto, em associação com polieletrólito, possibilitando aumentar em 16,5% a resistência à tração.


Fonte:

Novo trabalho da UFV em Nanociência e Nanotecnologia é reconhecido internacionalmente.



O artigo "A multiscale model to evaluate the efficacy of anticancer therapies based on chimeric polypeptide nanoparticles," publicado no Applied Physics Letters 98, 053703 (2011), dos autores Letícia Ribeiro Paiva e Marcelo Lobato Martins, foi selecionado para a edição de 21 de Fevereiro do Virtual Journal of Nanoscale Science & Technology. 
O Virtual Journal, editado pelo American Institute of Physics (AIP) e American Physical Society (APS) em colaboração com várias outras sociedades internacionais de Física, é uma coletânea dos melhores artigos de pesquisa nas fronteiras da Nanociência e Nanotecnologia. O trabalho selecionado integra a tese de doutorado de Letícia, defendida ontem, dia 1º, e demonstra a qualidade do Programa de Pós-Graduação em Física na UFV. 
A tese, orientada pelo professor Marcelo e co-orientada pelo professor Silvio da Costa Ferreira Júnior, trata de modelos matemáticos de múltiplas escalas para a viroterapia oncolítica e nanoterapia de tumores.
A tese demonstra que a matemática é uma ferramenta valiosa para se entender a não-linearidade e complexidade envolvidas na terapia do câncer. Por meio da matemática é possível revelar a influência dos parâmetros que especificam a interação tumor-drogas no resultado terapêutico, guiar novos experimentos ao apontar processos fisiológicos que mereçam mais investigação e evitar o excesso de testes clínicos necessários para o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.

Fonte: